Terapia, Tempestades e Claustrofobia
poças aguadas
que eu entraria
com pernas raladas
por deitar na calçada
me molham e me cortam
são pedras molhadas
confortam e soltam
o peso da água
ele quer estar chapado
para ver a fumaça
ter um tempo que passa
sem nem ter passado
ela quer sentir
sem sentir o que dói
insiste em cair
do muro que constrói
e as mãos delicadas
e o vestido florido
com marcas de raiva
e um sorriso sofrido
e meu peito palpita
na sala apertada
de mentes aflitas
...
a chuva vem
traz calor
e traz alguém
e o café transborda
no corpo da ansiosa
que prefere espinhos
do que a própria rosa
que eu entraria
com pernas raladas
por deitar na calçada
me molham e me cortam
são pedras molhadas
confortam e soltam
o peso da água
ele quer estar chapado
para ver a fumaça
ter um tempo que passa
sem nem ter passado
ela quer sentir
sem sentir o que dói
insiste em cair
do muro que constrói
e as mãos delicadas
e o vestido florido
com marcas de raiva
e um sorriso sofrido
e meu peito palpita
na sala apertada
de mentes aflitas
...
a chuva vem
traz calor
e traz alguém
e o café transborda
no corpo da ansiosa
que prefere espinhos
do que a própria rosa