Nada Novo
a boca sorri nervosamente
num escuro violento
som de raios
um tormento
mas aqui dentro
porta fechada
um choro abafado
com um nó na garganta
e uma falta guardada
um corpo inquieto
que segura o chute
segura o soco
e olha pro teto
a raiva sentida
num corpo imóvel
a raiva sentida
do corpo imóvel
as gotas caem
caem de novo
estão lá fora
e dentro chora
mas não molha
dentro
não há ninguém
nunca houve
fora há alguém
que nunca entrará
estou dormindo
eu digo
e adormeço
sem mais rimar
num escuro violento
som de raios
um tormento
mas aqui dentro
porta fechada
um choro abafado
com um nó na garganta
e uma falta guardada
um corpo inquieto
que segura o chute
segura o soco
e olha pro teto
a raiva sentida
num corpo imóvel
a raiva sentida
do corpo imóvel
as gotas caem
caem de novo
estão lá fora
e dentro chora
mas não molha
dentro
não há ninguém
nunca houve
fora há alguém
que nunca entrará
estou dormindo
eu digo
e adormeço
sem mais rimar