O medo que me devora.
eu não gosto do medo que devora
minha escrita como a presa que chora
paralisada; por fora
inquieta por dentro
sempre inquieta
como um corredor
correndo da dor
em caminhadas matinais
fotografando uma flor
o passo aperta
e o peito desaperta
mas quando eu for...
quando eu for embora
não quero ser presa que chora
presa que olha
paredes sem cor
e o medo que devora
o medo do imperfeito que devora
tudo que pode ser feito no agora
é o medo que não te leva pra fora